quinta-feira, 22 de novembro de 2012

¿Atores de novela mexicana?

Uma das coisas mais incríveis do Viral é como a produção foi tão independente. Não bastava apenas termos acadêmicos nas áreas da produção técnica. Nos contentamos apenas, quando acadêmicos estavam em todas as áreas, inclusive na atuação. Mesmo com pouca ou sem experiência alguma, eles entenderam o recado, deram vida aos personagens e ganharam as câmeras com brilhantismo.

Como assim? Diante do potencial do roteiro ter virado para o lado gamer dos primeiros jogos de Resident Evil (o diretor explicou aqui), e os poucos recursos de tempo e dinheiro para preparar os atores, a equipe do Viral fez várias opções com o decorrer dos ensaios. Não é demagogia dizer que a intenção foi deixar a web série com cara de um jogo de PS One. A personagem Sara, por exemplo, era muito mais emotiva e explícitamente horrorizada no roteiro. No entanto, percebemos uma tendência na atriz Gabriela e procedemos com o jogo dela.

Diretor Julherme cercado pelo elenco principal.

Ficamos muito felizes com o resultado, sendo que não há quase nada em termos de atuação cimematográfica, ou até mesmo para a televisão, na região de produção do Viral, o Oeste de Santa Catarina. Fugimos de duas coisas. A primeira delas, foi uma atuação exagerada, digamos, teatral, que por ordem de sua natureza é mais exaltada e expressiva. E também das novelas mexicanas. Grandes diálogos épicos com reviravoltas e surpresas na voz e no rosto.

A ideia é pôr alguns conceitos de minimalismo na atuação. Isso chama-se trabalhar dentro das possibilidades. Trata-se de uma proposta, que agrada a uns e irrita a outros. Dizer que não teria como melhorar também é maldade. Se tivéssemos o tempo necessário, como as produções com grana têm, teríamos um produto em mãos com uma qualidade infinitamente superior. Porém, produzimos o Viral no calor de nossa agenda, repleta de aulas, trabalhos e emprego.

Toda a equipe de produção tem a noção de onde queremos chegar. Já estamos alcançando muita visualização e, com certeza, esta atenção toda irá servir para fomentar a produção audiovisual na nossa região. Um sonho tão distante, que precisava de um primeiro impulso. Está dado!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

2º episódio no ar!



Na trama, os estudantes chegam a lanchonete onde se encontra a misteriora Natasha. Eles fazem várias ligações, mas apenas Victor consegue sinal. Após tentativas frustradas de conexão com pessoas de fora da universidade, eles se dividem para encontrar um local seguro antes da proliferação dos mortos-vivos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sotaque

Uma das principais orientações que recebemos na pré-produção do Viral foi para atenuar o sotaque da nossa região na hora da interpretação. Durante a gravação, deixou de ser nossa preocupação, por vários fatores. E agora, durante a exibição, tem sido motivo de reclamação e críticas de muitas pessoas. Neste post nós vamos explicar o nosso ponto de vista sobre o assunto, enquanto produtores.

Há mais de 50 anos, desde a popularização da TV e do cinema no Brasil, temos sofrido com a invasão de produtos audiovisuais do exterior, em detrimento dos produzidos por aqui. Esses filmes, seriados, desenhados animados, e etc, na maioria vindos dos Estados Unidos, são dublados por estúdios em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os produtos nacionais, filmes e novelas, por exemplo, também são na maioria desenvolvidos no eixo Rio-São Paulo. Essa produção massiva de produtos da indústria do entretenimento criou um padrão de "sotaque brasileiro", que impede a divulgação e a aceitação de sotaques de outros lugares do país.

Tanto é, que as críticas estão vindo de pessoas da região, dizendo que o sotaque na intepretação do Viral está "colono". Acontece que nós acreditamos na valorização do regionalismo. Nós acreditamos ainda no fortalecimento do multi-culturalismo. Não gostamos da ideia de que apenas uma cultura tenha de se sobressair, esse etnocentrismo faz mal para a população, que não é uma mera "massa". E é justamente por isso, que apostamos em produções regionais, com a preservação de suas identidades.

Sabemos que a língua é objeto de dominação e não estamos interessados a se integrar a um movimento modelador da sociedade, estamos sim compromissados com o desenvolvimento do audiovisual nesta região, na qual nos situamos. A produção do Viral é de Chapecó, Santa Catarina, e alguns dos atores moravam ou moram em cidades do interior. Com muito orgulho!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As referências no vídeo - easter eggs

Enquanto você assiste ao Viral - e você pode não perceber - é disparada uma série de referências visuais e sonoras, as quais nós chamamos de "easter eggs". São elementos que não são destacados na trama ou até mesmo no enquadramento, mas que tem um valor. Eles endossam e recheiam a web série.

Um dos exemplos que a gente mais curte é a da primeira cena do primeiro episódio. O flash forward com a personagem Natasha. Ela foi garvada no banheiro feminino do bloco F da Unochapecó. As portas foram desenhadas durante uma intervenção artística no campus. As ilustrações são de Ana Carolina Orlandin, estudante de Design Visual da Unochapecó.

- Unocultural com a Ana.

Flash Forward - ataque surpresa

Mais para frente, temos outro exemplo. Logo na segunda cena, quando Victor tira os fones de ouvido, é possível ouvir o que tocava no iPod dele. É um Nerdcast sobre o livro "1984", de George Orwell. A trama da obra é ambientada em uma sociedade distópica, importante referência também de roteiro do Viral.

E aí, sacou mais alguma referência? Cuide, porque cena por cena, elas estão pipocando a sua frente!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Reportagem sobre o Viral na UnowebTv

A equipe da Experiência Audiovisual Universitária tem sido procurada pela imprensa com frequência para contar um pouco sobre o desafio de produzir uma web série. Já saímos de jornal em Xanxerê à rádio AM. Tem sido muito legal o contato com o lado da comunicação, porque afinal de contas, "assistir é apenas um detalhe". A experiência do audiovisual nas novas mídias vai muito além.

Na semana passada ainda, o programa Universo Uno da UnowebTv produziu uma reportagem sobre o Viral, antes mesmo do lançamento. O repórter e apresentador do programa, Eduardo Florão, contextualizou a produção e explicou a proposta. Ficou bem interessante, confiram o resultado:


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eventos de lançamento marcaram o feriadão

Em Chapecó, cidade natal do Viral, o feriadão provocado pelo dia de finados (02) foi movimentado. O lançamento do Viral contou com diversos eventos, que começaram ainda na quinta-feira na Unochapecó.

Pré-estreia na Unochapecó

Os professores Hilário Jr. dos Santos, orientador/facilitador do Viral, Ilka Goldshmidt e Roberto Panarotto, participaram de uma conversa sobre o cenário do audiovisual em Santa Catarina. Participaram também da mesa os acadêmicos da equipe do Viral, Julherme J. Pires, diretor, Alan Dal Pizzol, produtor executivo, Sabrina Zimmermann e o estudante Fernando Paludo, representando a banda John Filme, responsável pela trilha sonora.

Além do debate, aconteceu a exibição do primeiro episódio, momento em que o auditório lotou. Em seguida, a equipe do Viral comentou a produção da web série, os desafios e a experiência.

No dia seguinte, os zumbis invadiram a cidade no Zombie Walk Chapecó. Esta é a primeira vez que o tradicional evento invade as ruas da capital do oeste catarinense. Dezenas de zumbis se arrastaram pelas ruas, praças e até super mercados no Centro.

E à noite, a festa de lançamento oficial do Viral. Show com a banda John Filme e exibição agitaram a noite chapecoense no The Wall Rock Bar. Os eventos somados atraíram as atenções para o Viral, que em apenas 24 horas após o lançamento do primeiro episódio no youtube, já contava com mais de mil visualizações.



Mais fotos na página do Viral no Facebook, clique aqui.