segunda-feira, 24 de novembro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

De sua amiga e irmã de alma...

Era sábado de manhã e eu resolvi que antes de fazer qualquer coisa eu leria o roteiro do Anima. Comecei a ler e além de imaginar tudo aquilo diante dos meus olhos me senti dentro daquela história, como se eu já tivesse vivido aquilo, como um déjà vu sabe. Imagino que isso não seja uma exclusividade minha, pois a história de Rita e Alexandre não é fantástica é realista, são situações e sentimentos que a gente vive e presencia. Os personagens são imperfeitos como todos somos, ao ler eu senti um pouco de mim neles e um pouco deles em mim, e talvez por isso emocione tanto. Acho que Cinema é isso. Devo dizer que quando cheguei à cena da Rita e da Teacher, não contive as lágrimas. Talvez sim, por saber que farei parte dela, mas não foi só isso. É uma cena tão singela, mas carregada de sentimento. Eu me coloquei ali no lugar da Teacher e senti que tinha algo mais a falar para a Rita, queria acalmar o coração dela. Eu poderia dizer tudo que eu estava sentindo para a Rita que vive dentro de mim, mas naquele momento eu não era ela, estava do outro lado. 

Então resolvi escrever uma carta...

"Ritinha, 

Eu sei que não tem sido fácil pra ti e gostaria de lhe oferecer meus dois ombros caso precise desabafar. Se sentir vontade de chorar, chore. Se a maquiagem borrar, lhe empresto um lenço. Mas devo admitir que tu fica muito mais bonita quando abre esse sorrisão largo aí. Não vou dizer que entendo o que tu ta passando só pra te consolar, porque não é verdade, mas esse brilho melancólico que tenho visto em teus olhos me preocupa. E eu quero ajudar.
Tu tens um coração do tamanho do mundo, mas, por favor, não tente carregar o mundo dentro dele. É um peso grande demais e vai acabar não sobrando espaço pra você mesma. Eu acho linda a forma como você se doa às pessoas e á tudo que faz. Sei que não espera algo em troca, mas às vezes lhe falta uma resposta, é natural. Não acho que tenha que mudar em nada Rita, você é incrível do jeito que é, e só tem evoluído como pessoa desde que te conheci. Só penso que talvez deva rever as suas relações, pensar mais em você.
Isso não é sobre o Alexandre, sobre teu trabalho ou tua família. É sobre você. Já parou pra pensar quem é essa mulher que se esconde atrás de uma taça de vinho? Deveria tentar. Estou certa de que descobriria coisas maravilhosas. :)

Um beijo honey, conta comigo!

De sua amiga e irmã de alma...

Dora."


quinta-feira, 10 de abril de 2014

"A Conquista" tem data de lançamento

Filme será lançado no dia 6 de maio na Universidade Federal da Fronteira Sul.

As nuances de uma história marcada por incoerências sociais e valores culturais que oprimem e limitam o pensamento crítico da coletividade. Uma análise social sobre como o poder construído em uma cidade gerou uma série de contradições enraizadas na cultura desde os tempos de colonização, permeando momentos históricos até se materializar no município de Chapecó atual. Esta é a temática do documentário de longa-metragem “A Conquista”, dirigido pelos jornalistas Camila Arruda e Julherme J. Pires, estudantes do último ano da graduação durante a produção do filme no ano passado. Tendo como premissa uma das funções das representações do documentário de aprofundar, desencobrir e construir uma multiplicidade de olhares, “A Conquista” busca suscitar um debate através da linguagem cinematográfica que já acontece nas entrelinhas da comunidade chapecoense.

O município de Chapecó, considerado a capital do Oeste Catarinense, é tido como referência de desenvolvimento e qualidade de vida. Contudo, a narrativa busca trazer à luz uma série de invisibilidades, valores distorcidos, incoerências sócio-políticas extremistas e desigualdades latentes que se reproduzem e permanecem silenciadas por um discurso desenvolvimentista. A narrativa apresenta Chapecó desde a colonização que iniciou um processo de segregação entre colonos, índios e caboclos. Traz um importante resgate histórico e crítico do marcante episódio do Linchamento até chegar na morte do vereador Marcelino Chiarello. O filme é permeado pela reflexão acerca da estrutura social e política pautada em pensamentos positivistas que nortearam o desenvolvimento da cidade.

O filme busca uma montagem longe da objetividade de uma reportagem e constrói um mosaico entrelaçando o passado e o presente, como um grande personagem a ser conhecido, analisado e compreendido: o município de Chapecó. O longa é dividido em quatro capítulos, "História", "Cultura", "Progresso" e "Luzes" personificando as análises através de 14 personagens principais. Escolheu-se apostar na potência do documentário contemporâneo que é singularizar personagens dando corpo às asserções. O ponto de vista social é transmitido em entrevistas que olham para trás e fazem um paralelo com o que se configura como sociedade chapecoense na atualidade. A trilha sonora original composta e produzida pela banda Estação do Rock, tem um papel poético na construção dos sentidos no filme, ela diáloga com os demais elementos que compõe a narrativa.

“A Conquista” é resultado de um projeto experimental produzido no ano passado como requisito para a conclusão do curso de Jornalismo. A obra, produzida em parceria entre a Caju Líquida e a Experiência Audiovisual Universitária, será lançada no dia 06 de maio no auditório B da Universidade Federal da Fronteira Sul, às 19h30 com entrada gratuita. Após a exibição do filme haverá debate com os entrevistados do filme Claiton Marcio da Silva, Leonardo dos Santos, Mônica Hass e com os produtores do filme.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Antes Dos 20 e Tantos: "Cinema é terapia"

Em 2014, a Experiência Audiovisual Universitária irá apresentar um curta-metragem de ficção dirigido por Sabrina Zimmermann. Antes dos 20 e Tantos conta uma história de transformação. O filme é estrelado por Daniela da Silva.

Ficha Técnica:
"Antes dos 20 e Tantos"
Experiência Audiovisual Universitária
Direção de Sabrina Zimmermann
15 minutos
2014

Sabrina escreveu um texto explicando como foi o processo criativo da produção e como o filme tem a ver com sua própria experiência de vida:


Cinema é terapia
Por Sabrina Zimmermann

A melhor recomendação que qualquer professor de roteiro pode dar a alguém é: escreva sobre o que você conhece. É claro que você pode usar a criatividade, inventar, fazer graça e mudar aquela realidade para parecer mais interessante, mas a base de qualquer história que você queira contar começa com a sua própria experiência, e a maneira como você mesmo vê o mundo. Claro que muita pesquisa sobre o assunto e imaginação contribuem demais, para então, você encontrar uma história boa o suficiente que ninguém além de você possa contar. 

 No ano de 2010 me formei no terceiro ano do Ensino Médio, e no mês de agosto do outro ano ingressei na faculdade. Duas realidades totalmente diferentes, e apesar de ter passado seis meses me preparando, nunca estamos prontos até vivermos o que precisamos viver. Foi um choque, uma explosão. Onde as pessoas que você tem contato são todos maiores de idade, que já são donos do próprio nariz, e você apenas uma menina que não sabe nada sobre a vida, mas tem muita vontade de aprender. Apesar de tudo, me encontrei. 

Mas como diz uma amiga: "A vida não é um morango". Deparei-me com um momento em que não tive mais certeza se era aquilo que queria, se era realmente capaz do que pretendia. Frustração sob frustração, minha carreira profissional, e o que haviam me dito de que eu era uma boa líder e dedicação é tudo, entrou em conflito, não sabia mais que rumo seguir, para que lado ir. Mas foi preciso me perder para poder me encontrar. 

Apesar de o ano de 2012 ter sido um dos anos mais estranhos da minha vida, tudo o que eu vivi foi extremamente necessário para minha construção enquanto ser humano. Me livrei de muitos preconceitos e me permiti conhecer coisas das quais antes não estava preparada para conhecer. Cada pessoa tem seu caminho para trilhar, e é importante aproveitá-lo ao máximo, sem arrependimentos, e sem seguir as sombras. É preciso seguir a própria luz. 

Tenho um talento um tanto quanto natural de sempre estar deslocada independente de onde eu esteja. Me sinto como se não fizesse parte de nada. Mas ao mesmo tempo que me sinto velha, olho pro lado e percebo o quão nova sou. E apesar de viver cercada de pessoas das quais adoro e me sinto bem estando perto, sempre estou sozinha em meu mundo. 

O cinema é terapia, e como um amigo me disse que esse filme era um docudrama, não concordo, apesar de ele ser inspirado em algumas coisas das quais vivi e conheci, trata-se de um filme sobre uma crise antes dos 20 e tantos.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"A Conquista" cruza passado e presente de Chapecó

O coletivo Experiência Audiovisual Universitária tem o orgulho de apresentar, em co-produção com Caju Líquida, o documentário "A Conquista". Obra do Projeto Experimental* dos estudantes de jornalismo da Unochapecó, Camila Arruda e Julherme J. Pires, o filme traça um paralelo entre passado e presente do município de Chapecó. Durante os 90 minutos, fatos como o processo de colonização da região, a queima da igreja e o consequente linchamento dos quatro presos são cruzados com a cidade do progresso e do desenvolvimento, sustentada ideologicamente na atualidade.

A violência é um dos temas observados durante todo o filme, desde a expulsão de índios e caboclos de suas terras, no início do século XX, até o silenciamento de lideranças políticas e sociais, como foi o caso do vereador Marcelino Chiarello, em 2011. Neste traçado também estão presentes retratos culturais, pontos de vista de um município consagrado pela sua diversidade e por uma elite conservadora.

Ficha técnica
"A Conquista"
Caju Líquida / Experiência Audiovisual Universitária
Direção de Camila Arruda e Julherme J. Pires
90 minutos
2014

*Projeto Experimental é um produto desenvolvido para a disciplina de Projeto Experimental II baseado em uma pesquisa que acontece durante todo o ano. O produto deve ser calcado em teoria acadêmica.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Locais e horários das apresentações no Expocom


Como informado no post abaixo, os estudantes que desenvolveram o Viral tiveram seis papers aprovados no Prêmio Expocom deste ano. Veja onde e quando eles farão as suas apresentações. O Intercom Sul 2013 irá acontecer entre os dias 30 de maio e 1º de junho na Unisc, em Santa Cruz do Sul (RS).

CA05 - Roteiro de ficção avulso ou seriado – quinta-feira – sala 1831 – 16h10 às 17h30
Roteiro do Seriado Viral / Sabrina Possan Zimmermann

PP10 - Cartaz avulso – quinta-feira – sala 1828 – 14h às 15h40
Cartaz Viral / Maira Gosch

PP12 - Publicidade em mídia digital avulso ou conjunto – quinta-feira – sala 1809 – 16h às 17h40
Seriado Viral - Campanha para mídia digital / Alan Ricardo Dal Pizzol

PT02 - Design Gráfico avulso – sexta-feira – sala 1819 – 15h40 às 17h20
Design Gráfico Viral / Débora Luiza Pires D’Ávila

RT04 - Ficção Seriada – Telenovela, Séries Televisivas e afins seriado - sexta-feira – sala 1826 – 15h30 às 15h50
Viral / Letícia Caovilla

RT05 - Produção Audiovisual para mídias digitais avulso ou seriado - sexta-feira – sala 1818 – 14h às 15h40
Webseriado Viral / Julherme José Pires

Para consultar a programação completa, clique aqui.




terça-feira, 7 de maio de 2013

Viral tem 6 papers selecionados no Prêmio Expocom

Acima de tudo, o Viral é uma experiência estritamente acadêmica. E foi com esta premissa, que os desenvolvedores da web série se inscreveram no XX Prêmio Expocom 2013 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação. As apresentações e a premiação serão realizadas no Intercom Sul, entre os dias 30 de maio e 1º de junho, na Unisc em Santa Cruz do Sul (RS). 

O Congresso realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom, é o evento mais importante da área acadêmica da comunicação. Na etapa sul do prêmio Expocom, participam estudantes e profissionais recém graduados dos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os trabalhos considerados os melhores em suas modalidades, vão disputar na etapa nacional do Intercom, que acontece em Manaus (AM) no mês de setembro.

Os trabalhos aprovados no Expocom foram nas modalidades:
- Produção audiovisual para mídias digitais (seriado ou avulso) / Julherme José Pires
- Ficção seriada – Telenovela, Séries Televisivas e afins (seriado) / Letícia Caovilla
- Roteiro de ficção (avulso ou seriado) / Sabrina Zimmermann
- Publicidade em mídia digital (avulso ou conjunto) / Alan Dal Pizzol
- Design Gráfico / Débora D'avilla
- Cartaz (avulso) / Maira Gosh 

A nossa participação no evento, mostra como a teoria é fundamental para o desenvolvimento prático dos produtos em comunicação. O Viral ainda rendeu mais um paper no Expocom, na modalidade "Blog (avulso)", de Kélliana Braghini, mas este não conseguiu nota suficiente para a final, que tem o limite de cinco participantes.

Todos os papers foram orientados pelo professor Hilário Jr. dos Santos. Os estudantes que tiveram seus papers selecionados são dos cursos de Publicidade e Propaganda, Produção Audiovisual e Jornalismo da Unochapecó.

terça-feira, 19 de março de 2013

Viral na imprensa escrita

As principais publicações impressas de Chapecó e região contribuíram com o Viral e seu propósito de desenvolvimento do audiovisual no Oeste de Santa Catarina. Leia as principais reportagens produzidas sobre o Viral em jornais e revista. 



quinta-feira, 7 de março de 2013

Vídeo mostra testes do Viral

Este vídeo foi montado com  trechos de testes de atuação do Viral. Alguns dos atores foram aprovados e outros foram trocados de personagens. Será que você reconhece alguma fala? Tem conteúdo de roteiro da segunda temporada...

O vídeo é o primeiro material de Making Of de uma série que a Experiência Audiovisual Universitária pretende lança ainda neste semestre.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Trilha Sonora Original do Viral

Desenvolvida pela banda John Filme e a produção do Viral, a trilha sonora original foi composta para ressaltar o clima claustrofóbico e aterrorizante da web série. São 23 faixas, todas elas estão em algum lugar dentro dos seis episódios. Ouça!

https://soundcloud.com/seriadoviral/sets/trilhadoviral

Também está disponível para download.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Blood maker!

Débora maquiando Gabriela Scartezini, que interpreta a protagonista Sara.
Você olha para a Débora Schneider Sousa, estudante de Design Visual da Unochapecó, e não imagina que ela é uma das maiores criadoras de zumbis do Brasil. Responsável pela busca incessante de representar o conceito zumbi Viral na maquiagem, ela trabalhou duro nos bastidores para tornar a maquiagem uma coisas mais elogiadas da web série. Isso, com pouco recurso, muita habilidade e organização! Leia o depoimento dela sobre a produção:

Produzir uma web série
Esta iniciativa é fantástica, porque através dela podemos ganhar experiência e muito conhecimento fora da sala de aula e do plano de ensino. Acho que todos ficam empolgados quando se trata de gravar uma web série. A galera mostra que está em busca de conhecimento, aprendizagem e experiência em diversas áreas. Todos tiveram uma grande responsabilidade no seu cargo, se empenharam em todos os momentos, desde a construção do roteiro, ate as gravações, passando por muita coisa nesse determinado tempo. Com alguns acadêmicos dos cursos de comunicação e com o auxílio de orientador e outros profissionais, o processo foi sério, mas muito divertido. No decorrer de tudo, o Viral se tornou uma família. Aprendemos a lidar com diferentes pessoas e situações, mas no geral foi muito bom!

A história
Para mim o roteiro completo ficou muito bom, as idéias, as ligações que elas têm e seus conceitos. Gosto muito da idéia dos personagens Sara e Victor. Ela por querer mostrar a todos o que vem ocorrendo na universidade através de um blog e ele nem dando bola para o conteúdo, mas querendo descobrir quem o faz. Eles podem praticamente se odiar, mas com tudo que vem acontecendo, eles precisam se unir e trabalhar juntos para encontrarem uma forma de saírem vivos da universidade. E também todo o mistério sobre a personagem Natasha e sua personalidade "sombria" é algo que chama muito atenção.  

Trabalho e resultado
Pelo fato de não sermos profissionais e apenas ter algumas experiências, nos saímos muito bem. Tivemos inúmeras dificuldades com a maquiagem, procuramos usar coisas simples e caseiras para não complicar o processo. Fizemos diversos testes de tons para a pele com materiais diferentes, e outros para o sangue e feridas. Procuramos informações, corremos atrás do máximo possível de dicas para criarmos nossos zumbis. Nosso maior desafio foi a escolha dos produtos e da cor dos zumbis, que foi uma ousadia de nossa parte escolher tal tom para eles, mas apostamos fundo nela. Aliás, Não é uma coisa fácil de se fazer. Levávamos cerca de 2 horas para maquiar uma pessoa, mas sempre que possível, outros da produção nos ajudavam.

Nossa sala da maquiagem sempre com muita bagunça, sangue por todos os lados, pessoas correndo pra lá e para cá com potes e pincéis. Durante todo o processo de transformação, não deixávamos que os figurantes se vissem, porque assim na finalização, eles ficavam mais surpresos e ainda mais empolgados para atuar. Durante as gravações, nós não parávamos, o elenco todo pronto já gravando e nós transformando pessoas em zumbis, e sempre que um figurante começava a atuar, alguém da produção ficava por perto para dar os retoques necessários, como exemplo a aplicação de sangue.

Todo os zumbis do Viral são como nosso filhos. Comentávamos sobre a maquiagem que fizemos ou que íamos fazer praticamente todos os dias e sempre ficávamos eletrizados com as ideias que surgiam. Pode ser um processo cansativo, mas é algo divertido e emocionante, que nos dá muito orgulho!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A palavra do orientador

Hilário Jr. dos Santos é vice diretor da Área de Ciências Sociais e Aplicadas da Unochapecó. Dá aulas nos cursos de Design Visual, Produção Audiovisual e Publicidade e Propaganda. Tem dois diplomas de pós-graduação - Artes Visuais nas Culturas Contemporâneas e Cinema. Foi a primeira opção da equipe do Viral para orientar o projeto. Veja o que ele fala sobre a proposta:

Como o professor vê essa iniciativa dos acadêmicos de realizar um projeto da envergadura que é o Viral?
 Louvável. Sobretudo, porque demonstra a autonomia e o protagonismo em termos de tomar a iniciativa frente às possibilidades de experiências criativas e profissionais que suas formações oferecem. Um trabalho assim só faz engrandecer a vida acadêmica de cada um envolvido e tornando-a mais especializada.

Quais os principais atributos que o professor percebe que os participantes vêm desenvolvendo ao longo desse processo?
Vejo que os principais atributos desenvolvidos pelos participantes envolvem liderança, espírito de equipe, profissionalismo, autonomia, iniciativa, independência. O aprendizado tem sido de uma das formas mais ricas que existe: na prática. Enquanto docente, acabo sendo mais uma consultoria/assessoria, que, de outra forma, poderia tirar o grande aprendizado que eles estão tendo na vivência.

Em relação ao roteiro, o que o professor acha que ficou legal e o que na trama mais chama atenção?
O roteiro aproveita uma cultura/lenda urbana relacionada aos mortos que andam. Nos últimos 30 anos se intensificaram nas mais diferentes mídias (da literatura até os videogames, passando pelo cinema) essa mania/obsessão sobre um cataclisma que faria com que parte da humanidade fosse morta e depois retornasse à uma pseudovida como morto-vivo. A narrativa aproveita isso, desenvolvendo, creio eu, num cenário que ainda não foi explorado: uma universidade. Nisso estão personagens de idade universitária, dramas oriundos das suas relações, ação, suspense e terror na medida certa, comportada dentro dos parâmetros que uma web série aceita. A escolha por uma web série, além de tudo, denota outra inovação enquanto mídia que aproveita a fonte aparentemente inesgotável dos mortos-vivos. Além de ser uma mídia democrática, é viável financeiramente e permite que seja produzido com pouco recurso e muita criatividade uma narrativa divertida e assustadora ao mesmo tempo. O roteiro tem isso na medida certa.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Season Finale

Último episódio foi o que mais deu trabalho, tem mais atores, teve uma maior produção, e é o mais longo de todos. É um fechamento e tanto para acompanhar a evolução da série a cada episódio. Nos esforçamos muito para chegar a este resultado. Esperamos que gostem!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Brincando com o conceito

Desde o início, as ideia do produtor, diretor e roteirista do Viral, Julherme J. Pires, foi captar o clima dos primeiros games de Resident Evil e trazê-los para a web série. O slogam "QUANDO NÃO HÁ SAÍDA", criado por ele, veio de encontro direto com o posicionamento inicial. Nesta brincadeira com a fotografia do pôster principal, o conceito é explorado ao máximo.

E você, o que faria se não encontrasse a saída?

"Que brincadeira é essa?"

Rodrigo Sbardelini interpretou o polêmico Pedro Augusto Graziano. Apesar das poucas palavras, o personagem ganha importância com o decorrer da trama. Os roteiristas pensaram melhor em como ele termina no último episódio...



 Rodrigo Sbardelini, 18 anos, Publicidade e Propagana. 
Leia a entrevista com o ator/acadêmico.

 O que você acha de atuar na web série Viral, levando em conta a vanguarda do projeto e a interação entre uma grande diversidade de cursos? 
Empolgante! (risos) Acredito que sempre é bom conhecermos novas pessoas com ideias diferentes, mas que trabalhem a favor de algo em comum e, além do mais, é muito gostosa essa integração dos cursos porque querendo ou não é uma grande troca de conhecimentos, e nos faz adquirir novas visões de mundo com novas perspectivas.

 Por que você decidiu encarar um projeto em que você teria que atuar?
Pessoalmente adoro desafios, e atuar é a única maneira de mentir sem levar fama de mentiroso. (risos) Também é uma ótima terapia, fingir ser outra pessoa, nos faz esquecer de nossos problemas momentaneamente.

Em termos de atuação, o que você acha que o Viral agregou no desenvolvimento da tua técnica? 
Aprendi a ter disciplina. (risos) A assistente de direção (Debora D'Avila) que o diga! Era ela quem dava os puxões de orelha quando preciso. Também tive de aprender a interpretar apenas por expressões faciais, pois o Pedro não é um cara de muitas palavras.

Como você se relaciona com o personagem que interpreta? Ele é parecido contigo, como?
Creio que todos temos algo em comum com nossos personagens, algumas opiniões, etc… Claro que na maior parte, discordo do Pedro, apesar de eu vir de uma família de advogados, jamais seguiria os passos do meu pai se essa não fosse minha vontade, e até meus pais não gostariam que isso acontecesse.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Batman

Leonardo Drews Montibeller pegou o desafio de interpretar o nerd protagonista Victor. Um jovem recém-graduado, funcionário da Fundação Universitária Gálattas.


 Leonardo Drews Montibeller, 20 anos, Jornalismo 
Confira o depoimento do ator sobre a participação dele no projeto:


O que você acha de atuar na web série Viral, levando em conta a vanguarda do projeto e a interação entre uma grande diversidade de cursos?
A experiência no Viral é única. Algo deste gênero jamais foi produzido na região, fico feliz em fazer parte disso. E a interação entre os cursos é o melhor, todo mundo junto, em companheirismo, trabalhando para a coisa funcionar é demais. Além de ser divertido! Fiz muitas amizades atuando no seriado e pretendo levar elas para a vida.

Por que você decidiu encarar um projeto em que você teria que atuar?
Eu já fazia teatro quando era pequeno e sempre gostei de arte. Mas quando fiquei sabendo que seria um seriado sobre zumbis eu pensei: Eu preciso fazer parte disto!

Em termos de atuação, o que você acha que o Viral agregou no desenvolvimento da tua técnica?
Olha, fazia um bom tempo que eu não atuava, acho que o Viral resgatou isso dentro de mim, que já estava esquecido. Pude ver as dificuldades em atuar e aprimorá-las, sempre em busca do melhor resultado. Essa oportunidade de atuar e interagir com os outros, sejam os atores ou da produção, era algo que nunca tinha experienciado e achei demais. Alías, fez eu querer mais!

Como você se relaciona com o personagem que você interpreta? Ele é parecido contigo, como?
O Victor é basicamente eu. Sempre fui meio nerd como ele, adoro o universo zumbi e gosto bastante de videogame. Só não faria Sistemas da Informação! (risos) Interpretar o Victor foi realmente gratificante, justamente por eu ver traços meus nele. Com a personalidade calma, mas que se exalta em situações mais tensas. Mas o que eu queria era a camiseta do figurino dele! (risos)

5º Episódio!



O mais revelador da série!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quem é ela?

Ana Gabriela Benelli pegou o papel da personagem, digamos assim, mais misteriosa do Viral. Personagem esta que foi adaptada para o modelo sombrio e alucinante interpretado por Ana.


 Ana Gabriela Benelli, 18 anos, Design Visual 
Confira o depoimento da atriz sobre a participação dela no projeto:


O que você acha de atuar no webseriado Viral, levando em conta a vanguarda do projeto e a interação entre uma grande diversidade de cursos?

Quando fui convidada para participar do Viral como atriz, tudo ainda estava apenas no papel. Como sempre gostei de atuar achei legal o convite e aceitei, sem ter noção das proporções do projeto. Com o tempo, vi que era algo realmente sério, não apenas uma experiência amadora entre estudantes. Acompanhei algumas reuniões e cada aspecto, desde a divulgação até leis estavam sendo minunciosamente estudadas. Havia estudos de maquiagem, uma banda que faria a trilha sonora, pessoas responsáveis por cada “departamento” do Viral. Quanto à integração dos cursos, creio ser a melhor parte de todo o projeto. Jornalistas, produtores audiovisuais, estudantes de publicidade, designers... O legal é você ver cada área atuando em conjunto com as demais, elas se completam.

Por que você decidiu encarar um projeto em que você teria que atuar?

Sempre gostei de atuar. Desde pequena me envolvi com peças de teatro, encenações, vídeos caseiros e até interpreto no dia-a-dia - conhecida como bipolaridade (risos). Na Unochapecó, participei do projeto Audiovisual 903 (filme de Sabrina Zimmermann em fase de pós-produção), no qual interpretei Ana (por coincidência), a protagonista. Lá, já foi uma preparação. Claro, Natasha e Ana são totalmente diferentes, mas as duas me deram o mesmo desafio: me deixar de lado e vivenciá-las. A Natasha foi um presentão. Desde o inicio foi divertido interagir com ela. É a minha heroína.

Em termos de atuação, o que você acha que o Viral agregou no desenvolvimento da tua técnica?

O legal a cada projeto é você ter a possibilidade de encarnar personagens com a personalidade totalmente diferente da sua. Cada projeto é uma surpresa, porque é difícil você imaginar o que a personagem faria em tal situação, você só tem em mente a descrição de como ela é. Dar vida é desafiador. Você tem que convencer a pessoa, fazer com que ela acredite que a personagem é real e para os que te conhecem, desligar o que você é e o que está representando. A Natasha consiste em expressões e ações. Ela não é de falar muito, é mais de agir. Ela diz muitas coisas somente com o olhar e você tem que fazer com que as pessoas vejam isso. O fato de estar sempre séria ou apenas agindo com indiferença em cenas engraçadas foi um desafio para mim. O seriado aproximou os atores, sendo que alguns eu não conhecia. Posso dizer que viramos uma família: ensaiamos juntos, rimos e interpretamos e até, às vezes, manter a seriedade era complicado (risos). Tenho um carinho especial por cada um.

Como você se relaciona com o personagem que você interpreta? Ele é parecido contigo, como?

Eu sempre digo “ela é meu orgulho, eu a amo demais”. Quando recebi a descrição da personagem e a sua função dentro do Viral fiquei muito empolgada! Ela é a heroína e a vilã ao mesmo tempo, é um enigma para quem vê, não tem uma classificação. Ela é cheia de marra, é desafiadora, corajosa e objetiva com o que quer. O figurino era desconfortável para as cenas de ação, mas valeu a pena ao ver no vídeo. Ela passa um aspecto regrado, militar. Não há feminilidade nela, apenas praticidade. Poderia comparar ela a uma motoqueira marrenta com a jaqueta de couro, coturnos, calça preta e cabelo preso em uma trança forte. Bem ao contrário da Sara Albuquerque, em que a maquiagem era delicada e as roupas e acessórios são mais “meigos”, dando a típica impressão de fragilidade feminina. Natasha não recebe ordens, e se aceita sugestões é sempre para o seu interesse. Ela tenta ajudar como pode, desde que isso não atrapalhe na sua busca implacável pela (conteúdo censurado pela produção). A relação entre mim e ela... hmm... temos personalidades parecidas. Assim como ela sou objetiva e determinada no que quero. Alguns me classificam de fria, embora eu discorde, e essa é uma característica marcante na Natasha. Não teria coragem de encarar uma horda de zumbis e atirar em suas cabeças (risos), e cara... as melhores cenas são as que ela mata alguém, são muito divertidas! Meu lado psicopata falando aí (risos). A cena em que atiro na Ana Panizzi (Acadêmica de Design Visual, a última zumbi do quarto episódio) é inesquecível... Já disseram que a personagem caiu como uma luva. Certa vez, o diretor Julherme Pires foi de ator em ator dizendo o que cada um deveria demonstrar na cena ou como deveriam ser: “você tem que estar com a expressão desolada”, “você com medo”, “pense no que você faria se esses ataques zumbis estivessem mesmo acontecendo”... “A Sara é curiosa, o Vitor é mais calmo”... E quando chegou a minha vez para dizer o que eu deveria ser ou fazer, o Julherme simplesmente disse: Ana... Seja você mesma (muitos risos)!